30 de jun de 2010




Era uma vez!


... Uma Ilha onde moravam todos os sentimentos,
a alegria, 
a tristeza,
a vaidade,
a sabedoria,
o amor e outros.
Um dia avisaram para os moradores dessas Ilha que ela ia ser inundada.
Apavorado, o amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem.
Ele disse:    -Fujam ! toda a Ilha vai ser inundada.
Todos correram e pegaram um barquinho, para irem a um morro bem alto,
só o amor não se apressou, e queria ficar um pouco mais na Ilha.
Quando estava quase se afogando, correu para pedir ajuda,
vinha vindo a riqueza, e ele disse:
-Riqueza me leva com você?
A riqueza respondeu:
-Não posso, você vai sujar meu barquinho novo.
Daí passou a tristeza, e ele disse:
-Tristeza me leva com você?
-Ah! Amor estou tão triste, prefiro não te levar.
Passou a alegria, mas ela estava tão contente que nem ouviu o amor.
Desesperado e achando que ia ficar para trás, o amor começou a chorar.
Então passou um velhinho num barco e falou:
-Sobe amor, que eu levo você.
O amor ficou tão feliz, que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho.
Chegou no alto do morro, e perguntou a sabedoria:
-Quem era o velhinho que me trouxe?
A sabedoria respondeu:
-O tempo!
-Mas porque só o tempo me trouxe?
-Porque só o tempo pode salvar um grande amor.

Em momentos de grande aflição e desespero,
quando estamos na busca da salvação do nosso amor,
devemos dar tempo ao tempo,
pois ele é o grande aliado que te ajudará nessa hora.



29 de jun de 2010

Felicidade Realista
Mário Quintana

A
 princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável,
mas 
nossos desejos são  ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos,
sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a
piscina olímpica e  uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos  alguém com quem podemos conversar,
dividir uma pizza  e fazer sexo de vez em quando.

Isso é pensar  pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.  Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por
declarações e  presentes inesperados,
queremos jantar à luz de  velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,
queremos ser felizes assim e não de outro  jeito. É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo  de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz  com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro,
feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.

Não perder tempo juntando, juntando, juntando.

Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar  segurar a onda,buscando coisas
que saiam de graça,  como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de  criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
 
 Fazer exercícios sem
almejar  passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz
mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde  só quem testa seus limites é
que leva o prêmio. Não  sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.  Se a meta está alta
demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se  esqueça de que a felicidade é um sentimento
simples,  você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não  perceber sua simplicidade. Ela transmite
paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca  inquietude no nosso coração. Isso pode
ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...